Reflexões bíblicas

Como orar de modo simples e profundo?

Reflexão a partir de Mateus 26:39

“E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
Mateus 26:39 (ACF)
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Como devemos orar?

A oração não precisa ser complicada para ser profunda.

Às vezes, quando alguém vai orar, muda a voz, adota um tom diferente e começa a utilizar uma linguagem que quase não utilizaria em nenhuma outra situação. A oração deixa de parecer uma conversa dirigida a Deus e começa a parecer uma demonstração de espiritualidade para aqueles que estão ao redor.

É a respeito desse tipo de postura que Douglas Wilson usa uma expressão provocativa: a oração começa a “encher linguiça”.

Quando oramos, porém, não estamos falando para impressionar quem está ao nosso lado. Estamos falando com Deus.

Para quem estamos orando?

Essa é uma pergunta importante, especialmente quando pensamos na oração pública.

Se a maneira como oramos tem como preocupação demonstrar aos outros que possuímos alguma espiritualidade diferente ou superior, alguma coisa já se perdeu pelo caminho.

Essa é a religião do tolo.

A oração cristã não precisa de uma linguagem artificialmente espiritual, de uma voz impostada ou de palavras difíceis para se tornar mais verdadeira.

O próprio Cristo nos deixou um modelo muito diferente.

Cristo nos ensinou uma oração simples

Entre as orações dadas por Cristo como modelo para a Igreja está a oração dominical, o Pai Nosso.

Curiosamente, muitas vezes essa oração acaba sendo esquecida pela própria Igreja. Precisamos, inclusive, resgatar seu uso no culto.

E basta observar sua forma para perceber algo importante.

O Pai Nosso é simples. É curto. E, ao mesmo tempo, é profundo.

Não são necessários trinta minutos de oração para dizer aquilo que precisa ser dito. Na oração que Cristo ensinou, encontramos de maneira resumida tudo aquilo sobre o que precisamos falar diante de Deus.

Não há necessidade de rodeios.

Não há necessidade de uma linguagem construída para impressionar.

Não há necessidade de vãs repetições.

Uma oração pode ser curta e profunda

Talvez tenhamos associado profundidade à quantidade de palavras.

Mas a oração ensinada por Jesus nos mostra outra coisa.

É possível dizer muito sem falar excessivamente. É possível ser simples sem ser superficial. É possível ser breve e, ainda assim, colocar diante de Deus aquilo que realmente importa.

A profundidade da oração não está em sua duração nem em nossa capacidade de parecer espirituais enquanto oramos.

Cristo nos ensina uma maneira melhor.

Uma oração simples, resumida, profunda e sem rodeios.

Que Deus nos dê o privilégio de orarmos assim.

Texto adaptado da reflexão do Rev. Augusto Brayner durante a liturgia da Igreja Presbiteriana do Alto Branco.

OraçãoPai NossoOração dominicalCultoMateus 26:39

Assista à reflexão

Trecho em vídeo com a reflexão do Rev. Augusto Brayner sobre a oração simples e profunda.

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